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Coluna da Lu Mitri – Uma mistura de cores no céu do sul do Brasil

Eu amo surpreender e depois vibrar com a reação das pessoas! Durante as viagens, só conto parte das coisas que vamos fazer. Quando as crianças eram pequenas, fomos para a Capadócia e ficamos num hotel

Eu amo surpreender e depois vibrar com a reação das pessoas! Durante as viagens, só conto parte das coisas que vamos fazer. Quando as crianças eram pequenas, fomos para a Capadócia e ficamos num hotel maravilhoso, chamado The Museum. Ele é todo esculpido nas rochas, por isso cada apartamento tem uma arquitetura diferente. O café da manhã era um evento à parte, uma parede de vidro nos permitia ver uma profusão de balões voando em um céu completamente congestionado.

É claro que eu tinha preparado um passeio de balão e pensava em fazer uma surpresa, mas quando fui acordar as crianças, o Leonardo, meu filho, já estava completamente vestido tentando acordar a irmã.  Ele tinha prestado muita atenção quando falei na noite anterior que ia acordá-los antes do sol nascer.

Foi a primeira vez que voei de balão e acho que também a primeira vez que mesmo estando com outras pessoas me senti sozinha, tamanho o silêncio contemplativo que fazíamos. Que experiência extraordinária, aliás a Capadócia é um destino imperdível!

Achei que esta seria minha única experiência até conhecer a Erika Pontes e ouvir a sua história de amor pelo balonismo, uma paixão que começou quando sobrevoou os Alpes Suíços. Anos mais tarde, já no Brasil, ela soube que o piloto Kaio Chemin tinha uma fábrica de balões de ar quente e estava construindo o maior balão do sul do Brasil. Bastou um voo para os dois decidirem criar a  Vou de Balão – uma agência de balonismo  que além dos passeios, tem uma escola de pilotagem e uma fábrica que produz  balões exclusivos.

Colocaram o sul do Brasil no mapa dos grandes destinos de passeios de balão. Depois de ouvir os relatos da Erika, decidi voar com ela. Sobrevoamos a região de Pomerode que é considerada a mais alemã do Brasil.  Senti a história viva dos descendentes de alemães, as suas referências do idioma à culinária e no caminho paramos em uma Tortaria alemã chamada Paradise, bom nem vou contar os detalhes, o nome já diz tudo!

Foi absolutamente lindo. Vimos o balão sendo inflado e uma mistura de cores se abriu na nossa frente. Embarcamos e o balão subiu lentamente. No lugar das erupções de vulcões da Capadócia, vi crianças correndo, terras milimetricamente desenhadas com diferentes plantações, e uma grande parte de floresta nativa. Em determinado momento, o balão foi de encontro a uma montanha coberta de mata e …  Wow !!!  Tocamos levemente a copa das árvores com a cesta. Novamente senti aquele silêncio do primeiro voo e percebi que cada um de nós estava vivendo o seu momento.

Foto: arquivo pessoal Lu Mitri

Foi uma experiência indescritível, bem aqui no sul do nosso país.

patriciazmelo@gmail.com

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