Com a chegada do verão e o aumento da busca por experiências ligadas ao mar, o turismo de mergulho ganha ainda mais espaço entre viajantes que procuram contato com a natureza e vivências fora do roteiro tradicional. Esse movimento acompanha o crescimento global do setor, impulsionado por destinos que oferecem não apenas paisagens impactantes, mas também condições únicas debaixo d’água. É a partir desse contexto que a fotógrafa subaquática Fabi Fregonesi reúne cinco lugares que marcaram sua trajetória profissional e pessoal, tanto para mergulhar quanto para fotografar.
Reconhecida internacionalmente, Fabi é a primeira brasileira premiada no Underwater Photographer of the Year, considerado o principal prêmio da fotografia subaquática mundial. Sua seleção passa por cenários no Brasil e no exterior e revela histórias, bastidores e características que vão além do turismo convencional, conectando viagem, natureza e imagem.
Destinos icônicos do mergulho internacional

Entre os destinos internacionais, Galápagos, no Equador, ocupa um lugar central. O arquipélago é conhecido pela biodiversidade e pela presença de espécies endêmicas que convivem de forma próxima aos humanos, resultado de milhões de anos de isolamento. As condições de mergulho são desafiadoras, com correntes fortes e imprevisíveis, mas proporcionam encontros intensos e raros.

Na Indonésia, o Estreito de Lembeh se destaca como referência mundial para fotografia macro e para o muck diving, modalidade realizada em fundos de areia vulcânica escura. Apesar da aparência discreta à primeira vista, o local abriga uma grande diversidade de vida marinha pequena e rara. A região também é conhecida pelo blackwater diving, mergulho noturno em oceano aberto que permite observar estágios larvais e juvenis de diversas espécies durante a migração vertical diária.

A Polinésia Francesa aparece como um sonho realizado. Destinos como Fakarava, reconhecida como Reserva da Biosfera pela UNESCO, Rangiroa e Moorea oferecem experiências distintas, com presença marcante de tubarões, golfinhos e baleias jubarte. Cada local revela uma faceta diferente da vida marinha do Pacífico Sul.
Brasil, África do Sul e experiências fora do óbvio
Na África do Sul, a Corrida das Sardinhas é um dos fenômenos naturais mais impressionantes do planeta. O evento ocorre anualmente entre maio e julho e reúne grandes cardumes de sardinhas, acompanhados por tubarões, golfinhos, baleias e aves marinhas. O mergulho é exigente, em águas frias e com visibilidade variável, e envolve longos períodos de espera em alto-mar, mas entrega cenas raras da natureza em estado bruto.

No Brasil, Recife fecha a lista como o principal destino de mergulho segundo a fotógrafa. Conhecida como a Capital Brasileira dos Naufrágios, a cidade reúne mais de 30 pontos acessíveis, entre embarcações históricas e estruturas afundadas propositalmente para a formação de recifes artificiais. Diferente de outros destinos, os naufrágios da região são marcados por intensa biodiversidade, com grandes peixes, cardumes, tubarões e uma variedade de corais e esponjas, além de águas claras e quentes favorecidas pelas correntes locais.

Mais do que uma lista de destinos, a seleção reflete a trajetória de Fabi Fregonesi, que após duas décadas na publicidade passou a usar a fotografia subaquática como ferramenta de expressão artística e conscientização ambiental. Com mais de 30 prêmios internacionais em apenas dois anos, ela se consolida como um dos principais nomes da fotografia de natureza no Brasil e mantém o mar como centro de sua narrativa visual




