Viagens
Atacama no frio: Via Láctea e neve atraem viajantes
Atacama no inverno destaca neve e céu ideal para observar a Via Láctea.
Igor Lopes

Entre abril e agosto, o Deserto do Atacama apresenta uma das condições mais favoráveis do mundo para observação astronômica. O período de outono e inverno combina ar seco e noites estáveis, criando um céu mais transparente e permitindo a visualização da Via Láctea com alta nitidez.
Nesse cenário, o braço de Sagitário se torna um dos principais destaques. Trata-se de uma das regiões mais luminosas da galáxia, visível como uma faixa intensa que atravessa o céu do hemisfério sul. A presença de montanhas nevadas no entorno amplia a experiência, combinando paisagem e observação em um mesmo roteiro.
Segundo Alexandre Garibaldi Pereira, gerente da Horizonte Atacama, o período oferece uma vivência distinta no destino. “Imagine noites silenciosas no deserto, cercado por montanhas nevadas e um céu infinito. É uma vivência que transforma qualquer viagem em uma memória única”.
Roteiros combinam natureza, altitude e astronomia
A temporada também amplia o interesse por roteiros que exploram diferentes pontos do deserto. Entre as experiências recomendadas estão o tour astronômico com telescópios de alta precisão, visitas aos Geysers del Tatio ao amanhecer e percursos pelas Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas, onde o contraste com a neve intensifica a paisagem.
Outros destaques incluem o Valle de la Luna, que ganha novas leituras sob o céu cristalino, e a Ruta de los Salares, que alcança altitudes de até 4.800 metros e permite observar salares congelados.
Combinando céu limpo, fenômenos astronômicos e paisagens de inverno, o Atacama se posiciona como uma alternativa para viajantes que buscam experiências ligadas à natureza e à observação do universo.



