Moda

Carolina Herrera Outono 2026 celebra artes

Wes Gordon apresenta coleção inspirada em mulheres das artes.

Redação

16 de fev. de 2026

Para o Outono 2026, a Carolina Herrera, sob direção criativa de Wes Gordon, apresenta uma coleção inspirada em uma comunidade de mulheres do passado e do presente que moldaram o cenário da arte. Artistas, musas, patronas, galeristas, curadoras e colecionadoras servem de ponto de partida para uma proposta que conecta moda, cultura e influência criativa.

O desfile aconteceu em 12 de fevereiro, no Meatpacking District, em Nova York, reunindo nomes que representam essa narrativa. Entre elas, a pintora Amy Sherald, conhecida por retratos marcados por linguagem visual própria e autora do retrato oficial de Michelle Obama para a National Portrait Gallery do Smithsonian. A artista franco-americana Anh Duong, reconhecida por sua prática de autorretratos, também integra o grupo.

A fotógrafa Ming Smith, primeira fotógrafa afro-americana a ter obra adquirida pelo MoMA, participa ao lado da escultora Rachel Feinstein, que recentemente expôs no Bass Museum, em Miami. Flora Currin, filha de Feinstein, a pintora e modelo Eliza Douglas e a galerista Hannah Traore, fundadora da Hannah Traore Gallery no Lower East Side, completam o elenco convidado.

Silhueta, cor e códigos da marca

A coleção imagina mulheres em movimento, com foco em força e volume. Ombros marcados, casacos tipo casulo, blazers com mangas bufantes e saias lápis de corte reto estruturam a silhueta. A camisa branca Herrera surge reinterpretada como bata de artista em preto e branco. Capas de faille de seda evocam o estilo pessoal de Peggy Guggenheim, referência recorrente nesta temporada.

A paleta inclui nude cerâmico, verde floresta, ameixa, azul celeste e vermelho pimenta. A estamparia retoma códigos da marca com jacquard de leopardo, lírios copo-de-leite e papoulas em organza. O motivo do sapato Good Girl aparece como estampa desenhada à mão, celebrando os dez anos da fragrância.

A noite se traduz em malhas de lantejoulas e casacos e vestidos dourados confeccionados com lantejoulas retangulares individuais, referência à obra “A Amizade”, de 1963, de Agnes Martin.

Bolsas e iniciativa para mulheres nas artes

Wes Gordon dá continuidade à exploração da pureza escultórica nas bolsas. Os modelos Mimi e Karlita retornam. Mimi surge com estampa gráfica de leopardo em preto e branco e detalhe de laço, disponível em roxo ameixa, preto e verde floresta. Karlita aparece na paleta da coleção, incluindo vermelho pimenta.

A coleção reflete a filosofia da iniciativa Carolina Herrera para Mulheres nas Artes, plataforma que apoia mulheres em diversas disciplinas artísticas. A trajetória da fundadora Carolina Herrera teve incentivo de Diana Vreeland, que reconheceu seu talento no início da carreira. A tradição de apoio criativo continua por meio de parcerias com instituições como FIT e NABA, além de suporte a exposições como Maestras no Museu Thyssen-Bornemisza, em Madri, e projetos na Argentina, Brasil, Chile, França, México e Reino Unido.

Fundada em 1981, a Carolina Herrera consolidou presença internacional em moda e beleza, com linhas prêt-à-porter, noivas, fragrâncias e maquiagem. A divisão de beleza, liderada por Carolina A. Herrera desde 2020, reúne mais de 20 fragrâncias distribuídas em mais de 120 países, incluindo Good Girl e 212.

Instagram:
@carolinaherrera

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