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Carro blindado: o que avaliar antes de fechar a compra em 2026
Especialista revela os cuidados essenciais ao comprar um carro blindado.
Igor Lopes

O mercado de blindagem automotiva segue em expansão no Brasil e acompanha o aquecimento da indústria automotiva nacional. Segundo dados da Abrablin, o setor movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões em 2025, com expectativa de crescimento de 16% em 2026. Nesse cenário, cresce também o interesse por carros blindados, tanto zero-quilômetro quanto seminovos, impulsionando um mercado que exige atenção cada vez maior por parte do consumidor.
De acordo com a ANFAVEA, a produção de veículos no país alcançou cerca de 2,64 milhões de unidades, enquanto os emplacamentos chegaram a 2,69 milhões. Já a Fenabrave aponta crescimento de 2,1% nas vendas. Com mais opções disponíveis no mercado, especialistas alertam que a decisão de compra de um blindado vai muito além do valor do veículo.
Seminovo blindado ou zero-quilômetro?
Segundo Carlos Sanches, gerente comercial do showroom da Avallon Blindagens, a primeira decisão envolve escolher entre um veículo novo para blindar ou um seminovo já equipado com proteção balística.
Os seminovos costumam oferecer melhor custo-benefício devido à depreciação já absorvida da blindagem. Porém, exigem uma análise detalhada sobre o histórico do carro, a empresa responsável pela blindagem, os materiais utilizados e o estado estrutural do veículo.
No caso dos modelos zero-quilômetro, o comprador acompanha todo o processo de blindagem, desde a escolha dos materiais até os acabamentos. Ainda assim, Sanches destaca que problemas relacionados a atrasos de entrega, pós-venda e produção continuam exigindo atenção do consumidor.
A documentação também se tornou um dos principais pontos de verificação. Certificado de blindagem, laudo técnico, nota fiscal, registro da blindadora no documento do veículo e histórico de revisões são considerados indispensáveis antes da compra.
Blindagem automotiva exige manutenção e avaliação técnica
O especialista alerta que sinais como vidros esbranquiçados, bolhas, infiltrações, ruídos excessivos nas portas e dificuldades no funcionamento dos mecanismos podem indicar desgaste dos componentes balísticos.
Outro ponto relevante envolve os materiais utilizados no processo de blindagem. Tecnologias mais modernas, como aramida e polietileno flexível, permitem redução de peso, melhor dirigibilidade e menor desgaste estrutural do veículo. Já projetos com materiais mais pesados tendem a aumentar o consumo e acelerar o desgaste de suspensão, freios e componentes internos.
A manutenção preventiva também passa a ser parte essencial da rotina do proprietário. Suspensão, amortecedores, dobradiças, máquinas de vidro e vedações exigem monitoramento constante devido ao peso adicional da blindagem.
Segundo Sanches, um dos maiores erros do consumidor continua sendo priorizar apenas o menor preço. Blindagens abaixo da média de mercado podem indicar materiais inferiores, falhas estruturais e ausência de testes balísticos em condições reais.
A Avallon Blindagens atua há mais de 23 anos no setor e soma mais de 20 mil veículos blindados no Brasil. A empresa possui centro de blindagem em Barueri, São Paulo, além de showrooms em São Paulo e Rio de Janeiro, seguindo processos certificados por montadoras como Toyota e Lexus.
“A maioria realiza testes laboratoriais, mas o ideal é escolher blindadoras que realizam testes balísticos em carroceria real, com disparos nos pontos de vulnerabilidade. Isso garante que o carro receberá materiais realmente testados e aprovados em condições reais”, afirma Carlos Sanches, gerente comercial da Avallon Blindagens.



