Viagens
Escócia fora do óbvio: castelos habitados e experiências privativas
Roteiro revela destinos históricos e experiências exclusivas na Escócia.
Igor Lopes

A Escócia continua ampliando sua relevância entre viajantes que buscam experiências autênticas, história preservada e hospitalidade personalizada. Após uma jornada de oito dias entre Edimburgo e as Highlands, a curadora de alta joalheria e lifestyle de luxo Ana Paula Carneiro reuniu um roteiro que destaca propriedades históricas, destilarias centenárias e experiências privativas que fogem dos circuitos tradicionais do turismo internacional.

Com um olhar voltado para patrimônio, tradição e excelência artesanal, Ana Paula percorreu alguns dos endereços mais emblemáticos do país, revelando uma Escócia onde a história permanece viva e integrada ao cotidiano.
Edimburgo combina tradição, realeza e patrimônio histórico
A viagem teve início em Edimburgo, uma das cidades mais visitadas do Reino Unido. A hospedagem foi no The Balmoral, hotel localizado entre a Cidade Velha e a Cidade Nova, considerado um dos endereços mais conhecidos da capital escocesa.
Entre as experiências vividas na cidade está a visita after-hours ao Royal Yacht Britannia, embarcação que serviu à família real britânica durante 44 anos e percorreu mais de um milhão de milhas náuticas.

Outro destaque foi a Hopetoun House, propriedade privada do século XVIII que permanece em funcionamento e ficou conhecida internacionalmente por servir de cenário para diversas gravações da série Outlander.
Highlands revelam castelos habitados e destilarias históricas

Nas Highlands, o roteiro seguiu para o Cameron House, resort instalado em uma mansão baronial do século XVII às margens do Loch Lomond. A região é conhecida pelas paisagens naturais e pela forte ligação com a história escocesa.

A viagem incluiu ainda uma visita ao Inveraray Castle, residência do Clã Campbell desde 1746 e atual moradia do Duque de Argyll.

Segundo Ana Paula Carneiro, um dos aspectos mais marcantes da Escócia é a forma como o patrimônio histórico continua integrado à vida contemporânea.
"O que chama atenção na Escócia é que esses lugares não são museus. As famílias ainda vivem ali, a história ainda está em uso."
Em Oban, conhecida como a capital dos frutos do mar da Escócia, a curadora visitou uma destilaria fundada em 1794, reconhecida pela produção de whiskies com características influenciadas pela proximidade do mar.
A última etapa da viagem aconteceu em Perthshire, com hospedagem no Gleneagles, hotel inaugurado em 1924 e referência entre os destinos mais conhecidos do país. Antes da chegada ao hotel, o roteiro incluiu uma degustação privativa na Glenturret Distillery, considerada a destilaria mais antiga da Escócia ainda em operação.
Para Ana Paula, o universo da produção artesanal do whisky guarda semelhanças com a alta joalheria.

"Para quem trabalha com artesanato de luxo, entrar em uma destilaria com séculos de método é como visitar uma joalheria. A dedicação ao processo é a mesma."
A viagem reforça o posicionamento da Escócia como um destino que combina patrimônio histórico, cultura, hospitalidade e experiências personalizadas, atraindo viajantes interessados em roteiros que valorizam autenticidade e legado.



