Viagens
Inverno Altiplânico transforma o Atacama e redefine a experiência de viagem em fevereiro
Inverno Altiplânico transforma o Deserto do Atacama em fevereiro, revela novas paisagens e intensifica passeios icônicos no Chile.
Igor Lopes
7 de fev. de 2026
Em fevereiro, o Deserto do Atacama apresenta um cenário pouco conhecido por muitos viajantes. O início do Inverno Altiplânico, fenômeno climático raro na região, altera temporariamente a paisagem do deserto mais árido do mundo e cria condições únicas para quem visita o norte do Chile nesse período. As chuvas ocasionais, originadas da umidade vinda da Amazônia, atingem áreas do Chile, Bolívia, Peru e Argentina, provocando mudanças visuais marcantes em um território conhecido pela aridez extrema.

Mesmo com um índice médio anual de apenas 20 milímetros de precipitação, o Atacama revela durante o Inverno Altiplânico paisagens inesperadas. De acordo com a Horizonte Turismo, operadora especializada na região, a Cordilheira de Sal pode adquirir tonalidades esbranquiçadas com a evaporação do sal, enquanto vulcões e montanhas surgem cobertos de neve. A presença de nuvens também modifica a atmosfera do deserto, criando pores do sol com cores intensas e cenários distintos de outras épocas do ano.
Passeios icônicos ganham novas leituras
As alterações climáticas desse período impactam diretamente os principais atrativos do Atacama. No Valle de la Luna, as formações rochosas e dunas mudam de cor conforme a umidade e a incidência da luz. No Geyser del Tatio, o contraste entre o vapor e as baixas temperaturas das manhãs intensifica o visual do campo geotérmico. Já as Lagunas Altiplânicas, como Miscanti e Miñiques, refletem vulcões que podem estar cobertos de neve, criando composições raras. Em Piedras Rojas, as rochas avermelhadas ganham ainda mais intensidade com o céu encoberto e as chuvas ocasionais.
Atacama e Salar de Uyuni na mesma viagem
San Pedro de Atacama se consolida como ponto estratégico para quem deseja ampliar o roteiro até o Salar de Uyuni, na Bolívia. Localizada a cerca de 40 quilômetros da fronteira, a cidade facilita a logística para combinar os dois destinos. Durante os meses de chuva, o salar boliviano recebe uma fina camada de água que cria o conhecido efeito espelho, considerado um dos fenômenos naturais mais impactantes da América do Sul. A possibilidade de vivenciar o deserto chileno em transformação e, em seguida, o salar refletindo o céu amplia o valor da experiência.
A Horizonte Turismo destaca que, durante o Inverno Altiplânico, ajustes nos cronogramas de passeios podem ocorrer em função das chuvas. Ainda assim, cada adaptação revela novos cenários e mantém o foco em experiências seguras e completas. O período também exige atenção às variações de temperatura, que podem oscilar entre 1°C nas madrugadas e 30°C durante o dia, reforçando a importância de planejamento adequado para aproveitar a temporada.
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