Viagens
Longitude 131° aposta em turismo cultural no deserto australiano
Hotel no deserto australiano amplia experiência com artistas aborígenes.
Igor Lopes

O Longitude 131°, hotel localizado diante da formação rochosa Uluru, anunciou as datas de 2026 de seu programa Artists-in-Residence, iniciativa que aproxima hóspedes da produção artística contemporânea dos povos originários da Austrália. Desenvolvido em parceria com a Ernabella Arts, o projeto integra arte, turismo cultural e experiências imersivas em um dos cenários mais emblemáticos do país.
A iniciativa leva artistas da comunidade Anangu para residências temporárias dentro do hotel, permitindo que os visitantes acompanhem o processo criativo das obras enquanto observam as paisagens naturais de Uluru e Kata Tjuta. O programa acontece em quatro períodos ao longo de 2026: de 20 a 23 de abril, de 1 a 4 de junho, de 24 a 27 de agosto e de 2 a 5 de novembro.
Localizado na região de Uluṟu-Kata Tjuṯa, reconhecida como Patrimônio Mundial, o hotel faz parte do portfólio da Beckons, grupo internacional voltado à hotelaria de luxo em destinos remotos com foco em turismo regenerativo e impacto positivo para comunidades locais.
Turismo de luxo aposta em experiências culturais imersivas
O programa Artists-in-Residence chega ao sexto ano consolidando uma proposta de turismo que vai além da hospedagem tradicional. Durante a estadia no lodge, os artistas desenvolvem suas obras no espaço Dune House, ambiente central do hotel com vista direta para Uluru e Kata Tjuta.
A experiência está incluída na hospedagem e não exige reservas adicionais. Além da interação com os artistas, os hóspedes têm acesso a narrativas ligadas à cultura Anangu, considerada uma das tradições contínuas mais antigas do mundo.
As peças produzidas durante as residências também fazem parte da decoração do hotel e podem ser adquiridas pelos visitantes, gerando renda direta para a comunidade indígena local. O projeto inclui ainda apoio financeiro, encomendas de obras e programas de mentoria artística mantidos desde 2016.
Segundo Michael Crawford, CEO da Beckons, o turismo de luxo passa a assumir um papel mais conectado à cultura e ao território. “O programa de artistas em residência é uma expressão poderosa do que o turismo pode fazer em sua melhor forma: promover conexão, celebrar a cultura e contribuir positivamente para o destino”, afirma.
Austrália amplia experiências exclusivas ligadas à natureza
O crescimento do turismo regenerativo vem transformando destinos remotos em experiências voltadas a viajantes que priorizam privacidade, autenticidade e conexão cultural. No caso do Longitude 131°, a proposta une hospedagem de alto padrão, natureza preservada e acesso direto às tradições dos povos originários australianos.
Além do hotel em Uluru, a coleção Beckons reúne propriedades em destinos como Kangaroo Island, Lord Howe Island, Barossa Valley, Taupō, Vancouver Island e a região do Deserto do Atacama.
A movimentação acompanha uma tendência crescente no turismo internacional, em que viajantes de alto padrão buscam roteiros personalizados, experiências culturais profundas e destinos com baixa sensação de turismo massificado.



