Tech
Motorola aposta em lifestyle tech com nova linha premium no Brasil
Marca aproxima smartphones do universo da moda, do design e dos objetos de desejo
Igor Lopes

A Motorola decidiu que desempenho já não basta. Em sua nova ofensiva premium no Brasil, a marca aposta em uma leitura mais sensorial da tecnologia, na qual o smartphone deixa de ser apenas uma ferramenta de produtividade e passa a ocupar território próximo ao da moda, do design e dos acessórios de luxo.
O movimento aparece em três frentes: o novo motorola edge 70 pro Collections by Motorola, os dobráveis razr 70 e razr 70 ultra, e o inédito razr fold, primeiro dobrável da marca em formato de livro no país. Em comum, todos carregam uma tentativa clara de transformar hardware em objeto de expressão pessoal.

No edge 70 pro, essa proposta aparece nos acabamentos em madeira certificada, acetato e texturas inspiradas em tecidos como seda e lã fria. As cores foram selecionadas em parceria com o Pantone Color Institute, reforçando a ideia de que o celular também pode funcionar como peça de estilo. O modelo chega em quatro versões: PANTONE Titan, em azul escuro com acabamento inspirado em lã; PANTONE Chicory Coffee, com madeira natural certificada; PANTONE Zinfandel, em vinho com inspiração em seda; e PANTONE Lily White, em branco com acabamento em acetato.
A ficha técnica acompanha o discurso premium. O aparelho traz sistema de quatro câmeras de 50 MP, sensor Sony LYTIA 710, lente teleobjetiva periscópica com Super Zoom Pro de até 50 vezes, tela Extreme AMOLED de 6,8 polegadas com brilho de até 5.200 nits e taxa de atualização de 144 Hz. A bateria de 6.500 mAh, com tecnologia de silício-carbono, promete até dois dias de uso em um corpo de apenas 7,19 mm de espessura. O preço sugerido é de R$ 5.999 na versão de 512 GB e R$ 4.499 na versão de 256 GB.

O luxo agora dobra
Nos dobráveis, a Motorola parece buscar um território ainda mais aspiracional. O razr 70 ultra chega com acabamentos em madeira certificada e Alcantara, material associado ao universo automotivo premium, além de processador Snapdragon 8 Elite, tela interna Extreme AMOLED de 7 polegadas e conjunto triplo de câmeras de 50 MP. O modelo também incorpora recursos de inteligência artificial para fotografia, como Foto Guiada, Zoom Inteligente e ajustes automáticos de estilo.
O razr 70, por sua vez, posiciona o formato flip em uma faixa mais acessível dentro da linha premium. Tem tela externa inteligente, câmera principal de 50 MP, câmera ultrawide/macro também de 50 MP, bateria de 4.800 mAh e acabamento em cores Pantone. O preço sugerido é de R$ 5.999, enquanto o razr 70 ultra chega por R$ 12.999.

Mas é o razr fold que leva essa ambição ao ponto mais alto. Primeiro dobrável da Motorola em formato de livro no Brasil, o aparelho chega com tela interna de 8,1 polegadas, processador Snapdragon 8 Gen 5, caneta moto pen ultra inclusa na caixa, bateria de 6.000 mAh e sistema de câmeras com sensor Sony LYTIA 828, zoom de até 100 vezes e gravação em 8K Dolby Vision.
A edição mais chamativa é a FIFA World Cup 26 Collection, com detalhes banhados a ouro 24k e identidade visual inspirada no torneio. O razr fold custa R$ 15.999 nas versões regulares e R$ 16.999 na edição limitada.
Tecnologia como objeto emocional
Mais do que lançar novos aparelhos, a Motorola parece testar uma nova linguagem para o mercado premium. A ideia é aproximar o smartphone de categorias onde textura, cor, acabamento e sensação ao toque pesam tanto quanto desempenho.
É um movimento que dialoga com um consumidor que já não compra tecnologia apenas por especificação. Ele quer câmera potente, bateria longa e inteligência artificial, claro. Mas também quer um objeto que combine com sua rotina, seu repertório estético e sua forma de aparecer no mundo.



