Decor
Pequenos Formatos Redefinem o Design de Interiores em 2026
Revestimentos modulares e táteis ganham protagonismo no design global.
Patricia Zanotti

Com o avanço da personalização nos projetos residenciais e a valorização de experiências sensoriais dentro de casa, os pequenos formatos voltam ao centro do design de interiores global. Depois de anos dominados por superfícies amplas e composições minimalistas, arquitetos e designers passam a explorar revestimentos que adicionam textura, relevo e liberdade criativa aos ambientes.
O movimento ganhou força na mais recente edição do Salone del Mobile, onde superfícies táteis e soluções modulares ocuparam posição de destaque entre as principais tendências internacionais. No Brasil, a Decortiles acompanha essa transformação com coleções que exploram mosaicos, paginações curvas, modularidade e interação entre luz, toque e materialidade.
Superfícies sensoriais ganham espaço na arquitetura
O revestimento deixa de funcionar apenas como acabamento para assumir papel central na experiência dos ambientes. A nova geração de superfícies aposta em elementos táteis, grafismos, relevos e composições personalizadas capazes de transformar a percepção do espaço.
Segundo Eduardo Boselo, coordenador de design e portfólio da Decortiles, a mudança acompanha um novo comportamento do consumidor. “Há uma busca cada vez maior por identidade nos ambientes. Os pequenos formatos oferecem essa liberdade criativa, permitindo que cada projeto seja único, com soluções acessíveis e altamente expressivas”, afirma.

Relatórios da WGSN reforçam o crescimento de padrões geométricos, superfícies táteis e da estética retrô como direcionamentos relevantes para o design contemporâneo. Nesse cenário, formatos reduzidos ganham destaque pela capacidade de criar composições dinâmicas entre cores, texturas e acabamentos.
Modularidade, mosaicos e estética autoral impulsionam tendência
Coleções da Decortiles traduzem esse novo momento do morar contemporâneo. As linhas Meknès e Artefato revisitam referências marroquinas em releituras atuais, enquanto Murano aposta em cores inspiradas no vidro veneziano. Já a coleção assinada pela arquiteta Carol Gay trabalha o minimalismo cromático em porcelanatos, enquanto a série Magma explora superfícies ligadas aos elementos naturais.

Os pequenos formatos também carregam um forte apelo emocional. Referências aos ladrilhos hidráulicos tradicionais, ao trabalho artesanal e às imperfeições naturais aproximam passado e presente, criando ambientes mais acolhedores e personalizados.
Além da estética, a versatilidade se torna um diferencial estratégico. Os revestimentos podem ser aplicados em paredes, pisos, piscinas, bancadas e detalhes arquitetônicos, ampliando as possibilidades criativas em projetos residenciais, comerciais e corporativos.

Para a marca, o futuro do design está ligado à experimentação e à capacidade de criar espaços mais autorais. “Os pequenos formatos não são apenas uma tendência estética, mas uma ferramenta de expressão. Eles permitem explorar texturas, cores e padrões de forma quase ilimitada, atendendo a um consumidor que deseja participar ativamente da construção do seu espaço”, conclui Boselo.



