Viagens
Slow travel em Nova York redefine turismo entre brasileiros
Turismo desacelerado cresce e transforma a experiência em Nova York.
Igor Lopes

Viajar deixou de ser sobre quantidade de atrações e passou a priorizar experiência, presença e conexão com o destino. O conceito de slow travel se consolida como uma das principais tendências do turismo internacional, refletindo uma mudança no comportamento do viajante.
Dados do relatório Sustainable Travel Report, da Booking.com, mostram que 74% dos turistas buscam experiências mais autênticas e alinhadas ao seu estilo de vida. Já o Traveler Value Index, do Expedia Group, aponta que flexibilidade e personalização se tornaram fatores decisivos na escolha de viagens.

Em destinos como Nova York, essa mudança amplia a forma de explorar a cidade. O foco passa a ser menos correria e mais intenção, com experiências que priorizam equilíbrio e conexão com o ambiente.
Personalização impulsiona nova forma de viajar
O excesso de informações nas redes sociais também impacta o planejamento. Segundo o Global Travel Trends, da American Express Travel, 7 em cada 10 viajantes relatam sobrecarga ao organizar uma viagem, o que impulsiona a busca por orientação especializada.
Nesse cenário, cresce a demanda por roteiros personalizados, adaptados ao perfil, interesses e momento de vida do viajante. A tendência é especialmente forte entre mulheres acima dos 50 anos, público que ganha relevância no turismo internacional e prioriza segurança, conforto e experiências alinhadas ao seu estilo.
A especialista em planejamento de viagens internacionais Meg Getz observa que o comportamento evoluiu. A escolha por roteiros mais estruturados permite melhor aproveitamento do tempo e decisões mais alinhadas às expectativas individuais.
Com isso, o turismo passa a ser guiado por intenção, planejamento e significado, consolidando um novo padrão de consumo no setor.
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