Wellness
Turismo wellness movimenta hotelaria e redefine o luxo nas viagens
Bem-estar se torna prioridade e transforma a hotelaria global.
Dimitri Lopes

O bem-estar deixou de ser um diferencial para se tornar um dos principais motores da hotelaria mundial. Impulsionado pela busca crescente por qualidade de vida, equilíbrio emocional e saúde mental, o turismo wellness vem remodelando a forma como hotéis e resorts desenvolvem suas experiências e se conectam com os hóspedes.

O movimento acompanha uma transformação no comportamento dos viajantes, que passaram a enxergar as viagens não apenas como momentos de lazer, mas também como oportunidades para desacelerar, recuperar energia e investir no autocuidado.
Segundo dados do Global Wellness Institute (GWI), a economia global do wellness movimentou cerca de US$ 6,8 trilhões em 2024. A expectativa é que o turismo de bem-estar ultrapasse a marca de US$ 1 trilhão em 2026, consolidando-se como um dos segmentos mais relevantes da indústria global de viagens.
A tendência acompanha uma mudança mais ampla no conceito de luxo. Em vez de excessos, o viajante contemporâneo passou a valorizar atributos como tranquilidade, privacidade, qualidade do sono, conexão com a natureza e experiências capazes de reduzir o estresse do cotidiano.
Saúde mental, sono e desconexão digital impulsionam viagens
O crescimento do turismo wellness está diretamente ligado às novas prioridades dos consumidores. Um levantamento da Amadeus aponta que 41% dos viajantes enxergam as viagens como uma forma de promover um "reset mental", enquanto um terço dos entrevistados procura destinos que estimulem o detox digital e a reconexão emocional.

Entre os movimentos que mais ganham força está o chamado sleep tourism. A busca por hospedagens capazes de proporcionar descanso profundo e melhorar a qualidade do sono vem se consolidando como uma das tendências mais relevantes da hotelaria internacional.
Nesse contexto, o descanso passa a ocupar papel central na jornada do hóspede, influenciando projetos arquitetônicos, experiências de hospitalidade e investimentos em infraestrutura voltada ao relaxamento.
Spas, piscinas termais, áreas verdes, atividades ao ar livre, alimentação equilibrada e ambientes sensoriais deixaram de ser apenas complementos da hospedagem e passaram a integrar a proposta principal de muitos empreendimentos.
Grupo Mabu acompanha avanço do turismo de bem-estar
O Grupo Mabu está entre os empreendimentos brasileiros que acompanham essa transformação no setor. Em Foz do Iguaçu, o complexo reúne águas termais naturais, áreas de convivência integradas à natureza, espaços de descanso, spa e atividades voltadas ao bem-estar de famílias e casais.

Para João Biancardi, diretor de Marketing e Experiência do Cliente do Grupo Mabu, a busca pelo equilíbrio emocional e físico passou a influenciar diretamente a decisão de compra dos viajantes.
Segundo o executivo, o turismo vem sendo percebido cada vez mais como uma ferramenta de cuidado pessoal, ampliando a relevância das experiências relacionadas ao relaxamento e à qualidade de vida.
A proposta do grupo busca integrar lazer, conforto e bem-estar em uma única jornada, combinando contato com a natureza, águas termais, áreas ao ar livre e experiências voltadas à convivência.
O avanço do wellness também aparece nas projeções globais para a hotelaria. Estudos internacionais apontam crescimento contínuo da demanda por hospedagens focadas em saúde mental, sustentabilidade e experiências personalizadas, especialmente entre as novas gerações de consumidores.
Nesse cenário, o luxo contemporâneo passa a ser definido por elementos menos tangíveis e mais ligados à qualidade da experiência. Silêncio, tempo, privacidade, descanso e bem-estar surgem como alguns dos ativos mais valorizados pelo viajante de alto padrão.



