Viagens

Viagens Personalizadas Redefinem o Turismo de Casais em 2026

Casais trocam roteiros tradicionais por viagens construídas em torno de interesses em comum.

Igor Lopes

A forma como os casais planejam suas viagens está passando por uma transformação. Destinos badalados, agendas aceleradas e roteiros padronizados perdem espaço para experiências construídas a partir de interesses pessoais, conexões autênticas e um ritmo mais alinhado ao estilo de vida de cada viajante.

Segundo a Quickly Travel, cresce a procura por roteiros personalizados que refletem os gostos e as referências dos casais. A mudança acompanha uma tendência global de hiperpersonalização, já presente em áreas como entretenimento, consumo digital e lifestyle, e que agora influencia diretamente o turismo.

O movimento também encontra respaldo no estudo "Olhar Braztoa 2026", que aponta o fortalecimento de tendências como viagens com propósito, experiências autênticas, bem-estar e roteiros ligados à identidade dos viajantes.

Casais priorizam experiências ligadas aos seus interesses

Em vez de escolher um destino apenas por sua popularidade, muitos casais estão construindo viagens em torno de temas específicos. Gastronomia, cafés, arquitetura, design, música, livrarias independentes, vinhos, mercados locais e bairros históricos aparecem entre os interesses mais recorrentes.

Entre os roteiros observados pela Quickly Travel estão experiências gastronômicas na Cidade do México e Bangkok, circuitos de cafés e cultura urbana em Buenos Aires e Seul, além de viagens focadas em desaceleração em destinos como Paraty, São Francisco Xavier e Ubud.

De acordo com a vice-presidente da Quickly Travel, Mami Fumioka, a viagem passou a refletir diretamente a personalidade dos viajantes.

“Os clientes estão menos interessados em fazer uma viagem igual a de todo mundo. Hoje, muitos casais querem roteiros que tenham relação direta com os interesses e referências deles. A viagem passou a funcionar como uma extensão da identidade do casal.”

A agência também observa um aumento na procura por viagens desenhadas a partir de microinteresses compartilhados, substituindo o turismo tradicional baseado apenas em atrações conhecidas.

Slow Travel ganha força entre Millennials e Geração Z

Outra mudança observada é a valorização do chamado slow travel, conceito que prioriza permanências mais longas, menos deslocamentos e maior conexão com a cultura local.

Em vez de preencher todos os horários da viagem, muitos casais buscam experiências mais leves, com espaço para descanso, convivência e descoberta espontânea do destino.

O comportamento aparece com destaque entre millennials e geração Z. Segundo o relatório "Destinations of the Year Report 2026", desenvolvido por Expedia, Hotels.com e Vrbo, 84% dos viajantes demonstram interesse por viagens mais lentas e intencionais, focadas em relaxamento, autenticidade e bem-estar.

Para a Quickly Travel, essa mudança reflete uma nova relação dos viajantes com o tempo e com a experiência turística.

“Muitos casais não querem mais viagens corridas, com horários apertados e uma obrigação de conhecer o maior número possível de lugares. O slow travel ganha espaço justamente porque valoriza permanências mais longas, experiências locais e tempo de qualidade. Hoje, percebemos clientes interessados em viver o destino com mais profundidade, respeitando o ritmo da viagem e buscando momentos de pausa, conexão e bem-estar.”

Mais do que visitar destinos, os viajantes buscam construir experiências alinhadas aos seus interesses, transformando a viagem em uma extensão da própria identidade.

Instagram:
@quicklytravel

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