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Cirurgia plástica em 2026: as 5 tendências que estão redesenhando a estética contemporânea

A cirurgia plástica entra em 2026 com uma mudança clara de rota. Sai o padrão rígido, entra uma estética mais conectada à individualidade, à autoestima e à saúde emocional. O foco deixa de ser transformação visível e passa a ser coerência entre corpo, imagem e bem-estar. Esse movimento é impulsionado por novas tecnologias, pela medicina regenerativa, pelo amadurecimento do público e por uma relação mais consciente com o próprio corpo.

Segundo a cirurgiã plástica Dra. Heloise Manfrim, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o perfil do paciente mudou. Mulheres mais maduras chegam aos consultórios buscando sentir-se bem com o próprio corpo, sem mudanças drásticas. Esse cenário também é impactado pelo uso crescente de medicamentos análogos de GLP-1, que aceleram a perda de peso e geram novas demandas estéticas. A seguir, as cinco principais tendências que devem marcar a cirurgia plástica em 2026.

Naturalidade, tecnologia e medicina regenerativa no centro das decisões

A naturalidade se consolida como um novo código de luxo na cirurgia plástica. A busca é por resultados harmônicos, sutis e compatíveis com a identidade do paciente. De acordo com o cirurgião plástico Dr. Carlos Manfrim, membro da SBCP, essa tendência já é forte em mercados como Hollywood e ganha força no Brasil, não apenas em procedimentos faciais, mas também corporais. Dados da ISAPS apontam que o Brasil é o segundo país que mais realiza procedimentos estéticos no mundo, com crescimento ligado à autenticidade e ao bem-estar.

Essa lógica também orienta cirurgias como lifting facial, blefaroplastia e rinoplastia. O cirurgião plástico Dr. Paolo Rubez explica que as técnicas evoluíram para preservar estruturas naturais, evitando alterações padronizadas. O mesmo acontece nos transplantes capilares. Segundo o médico Dr. Marcelo Nogueira, os procedimentos são feitos fio a fio, respeitando angulação, densidade e características naturais do cabelo, o que garante resultados discretos e consistentes.

No campo tecnológico, a cirurgia robótica ganha espaço. O uso de robôs comandados integralmente pelo cirurgião amplia a precisão, oferece visualização em 3D, elimina tremores e aumenta a segurança em áreas de difícil acesso. Para o Dr. Paolo Rubez, essa tecnologia tende a crescer em 2026, sempre como extensão do médico, e não como substituição da expertise humana.

Outro destaque é a medicina regenerativa, que avança como aliada da cirurgia plástica. A cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance destaca técnicas como a lipoenxertia, em que a gordura do próprio paciente, rica em células-tronco e fatores de crescimento, é utilizada para melhorar a qualidade dos tecidos. Procedimentos como Micro Fat Grafting e Nano Fat Grafting ampliam as possibilidades tanto no rejuvenescimento facial quanto no tratamento de cicatrizes e qualidade da pele.

Maturidade, emagrecimento e a estética da reconexão

Mulheres acima dos 40 anos ocupam posição central nessa nova estética. Segundo a Dra. Heloise Manfrim, elas não apenas consomem cirurgia plástica, mas influenciam o discurso sobre beleza. Dados da SBCP indicam que a faixa entre 45 e 60 anos já concentra mais de 20% das cirurgias corporais eletivas no Brasil. Essas pacientes buscam intervenções sutis, que respeitem identidade e trajetória, sem a intenção de parecer mais jovem, mas sim mais coerente com sua vitalidade.

Entre os procedimentos mais procurados estão lipoescultura com definição leve, lifting de braços e coxas, abdominoplastia e mastopexia com ou sem prótese. Em casos de queda capilar feminina, o transplante pela técnica FUE também ganha relevância, como explica o Dr. Marcelo Nogueira.

Outra demanda em crescimento está ligada ao emagrecimento acelerado, seja por cirurgia bariátrica, medicamentos ou mudança de estilo de vida. Para o cirurgião plástico Dr. Romero Almeida, muitos pacientes enfrentam um desalinhamento entre a conquista de saúde e a imagem corporal. Nesse contexto, a cirurgia plástica atua como ferramenta de reconexão emocional. O Dr. Wellerson Mattioli reforça que o objetivo não é criar uma nova identidade, mas alinhar aparência, saúde e autoestima, com planejamento individualizado e foco em resultados naturais.

Os especialistas reforçam que a indicação cirúrgica deve sempre partir de uma avaliação cuidadosa. Para a Dra. Heloise Manfrim, acolher o paciente e orientar sobre limites e expectativas é parte essencial do processo. A cirurgia plástica, quando bem indicada, pode promover melhora significativa do bem-estar, mas saúde física e mental seguem como prioridade.

Instagram oficiais:
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