Perder o passaporte às vésperas de uma viagem internacional, ou durante a estadia no exterior, é uma situação que exige rapidez e decisões corretas. O documento concentra vistos, autorizações de entrada e registros migratórios que, se não forem tratados de forma adequada, podem afetar a viagem em curso e futuros deslocamentos. Segundo Marco Lisboa, CEO da Legale, rede de franquias especializada em assessoria para vistos, na maioria dos casos é possível resolver o problema sem perder o visto ou comprometer o planejamento, desde que o passageiro siga os procedimentos legais.
“O erro mais comum é entrar em pânico ou agir por impulso. Cada país tem regras específicas, mas existe um protocolo básico que reduz de forma significativa os prejuízos”, afirma o executivo.
O que fazer imediatamente ao perder o passaporte
O primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, seja no Brasil ou no exterior. Esse documento é exigido pela Polícia Federal, consulados e embaixadas para dar início a qualquer processo de reemissão. Em seguida, brasileiros fora do país devem procurar o consulado ou a embaixada do Brasil mais próxima, onde é possível solicitar um passaporte de emergência ou um documento provisório de viagem, conforme o destino e a urgência.
Manter cópias digitais do passaporte, dos vistos e das passagens facilita o atendimento consular e agiliza as orientações. Segundo Marco Lisboa, esse cuidado simples faz diferença em situações de emergência, permitindo avaliar se o visto pode ser reaproveitado ou se será necessária uma nova solicitação.
Visto, imigração e prevenção de prejuízos
Perder o passaporte não significa, necessariamente, perder o visto. Em países como Estados Unidos e Canadá, o visto pode continuar válido mesmo com o passaporte extraviado. O ponto central é entender como vinculá-lo a um novo documento ou se a legislação local exige um novo pedido. Em alguns casos, é possível viajar com dois passaportes, o novo válido e o antigo cancelado, desde que o visto esteja legível e seja aceito pelas autoridades migratórias.
Companhias aéreas e seguradoras também devem ser informadas, já que podem exigir atualização dos dados do documento ou oferecer suporte adicional. Para o especialista, muitos transtornos surgem não pela perda em si, mas por falhas no processo de recuperação e desconhecimento das regras do país de destino.
Como prevenção, a recomendação é digitalizar documentos, manter registros acessíveis, contratar seguro-viagem adequado e conhecer previamente as exigências migratórias. Planejamento e orientação especializada são fatores que ajudam a preservar a viagem mesmo diante de imprevistos.
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