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Qual a importância de D&I para as lideranças e para a estratégia do negócio?

Por Elaine Leme

Para responder essa pergunta, convidamos o especialista de Diversidade e Comunicação da Gestão Kairós, Luís Eduardo F. Oliveira, disse que quando reflete sobre a questão no trabalho realizado pela Gestão Kairós, sempre chega a mesma conclusão: “os números não mentem! Diversidade e Inclusão são tão importantes para a estratégia de negócios quanto qualquer outro tema basilar para o ordenamento da organização. Logo não há diversidade e inclusão sem gestão”, explica.

É inspirado por música e as artes cênicas e diz que sempre se conectaram muito com a forma como ele entende e aprecia o mundo e as relações interpessoais.

Tive a honra de estudar Letras na universidade e isso acaba me dando um olhar crítico e poético para a semântica, expressão e, principalmente, sobre como podemos ser mais ou menos inclusivos a partir daí. Isso se reflete diretamente quando escrevo guias, cartilhas, roteiros de vídeos, campanhas e ações para as estratégias dos programas de diversidade. Valorizar esses detalhes que fazem toda a diferença no trabalho”, reflete o especialista.

No país que está em 7º lugar em índice de inclusão e diversidade no trabalho, ele conta que é preciso que as organizações conheçam o seu público interno mais profundamente e com uma metodologia consistente. “Muitas empresas, ainda hoje em 2022, nunca aplicaram um Censo de Diversidade para 100% dos funcionários. Então, antes de mais nada, é necessário realizar um diagnóstico. O estudo Diversidade, Representatividade & Percepção – Censo Multissetorial da Gestão Kairósvem para mostrar como há uma lacuna de informações quando falamos de interseccionalidade de mulheres no cenário empresarial brasileiro. Se somente 3% da liderança do nível executivo são mulheres negras, estamos de fato dando oportunidades para que as mulheres ascendam a níveis hierárquicos e posições de tomadas de decisão, em um país que, segundo o IBGE, tem 52% de mulheres, 56% de negros e 29% de mulheres negras? São perguntas que as empresas precisam responder para direcionar ações efetivas. Outro caminho que é necessário e que temos falado muito é sobre as ações afirmativas, ou até mesmo metas de contratação para alavancar a presença de mulheres negras no quadro funcional e na liderança das empresas. Novamente, diversidade se faz com compromisso, investimento, gestão e representatividade.” O trabalho dele muda a vida das pessoas ao mostrar para as organizações como a diversidade se conecta com gestão, estratégia e objetivos bem definidos, muito além de um tema que mexe com as paixões das pessoas.

A partir do nosso trabalho, construção e reflexão com as lideranças, vi na prática empresas clientes aumentando em 433% o percentual de pessoas com deficiência no quadro geral, áreas de diversidade sendo estruturadas e muito engajamento nos materiais de letramento e educação que produzimos e disponibilizamos constantemente.  Acredito que o impacto seja muito positivo quando pelo menos mais uma pessoa, que por uma série de questões estruturais estaria fora, passa a integrar e ocupar esses espaços com as mesmas oportunidades que lhes são de direito”, finaliza.

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