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Anywhere office: iates redefinem rotina de CEOs no Brasil
Trabalho híbrido leva executivos a adotar iates como escritório.
Igor Lopes
21 de fev. de 2026
A consolidação do trabalho híbrido e da mobilidade profissional começa a alterar a rotina de executivos brasileiros. O conceito de anywhere office, que permite exercer atividades e decisões estratégicas de qualquer lugar com conectividade adequada, alcança o mar e passa a integrar a agenda de empresários que buscam autonomia e produtividade fora dos grandes centros urbanos.
Dados da Gallup indicam que mais de 50% dos profissionais atuam no modelo híbrido, tendência que se mantém estável. Relatório da Microsoft, divulgado no fim de 2025, aponta que a transição iniciada com o trabalho remoto levou à adoção de formatos menos dependentes da presença física contínua e mais apoiados em colaboração digital e conectividade.
Nesse contexto, proprietários de embarcações da Azimut Yachts passam a utilizar seus iates como extensões pontuais do escritório, combinando mobilidade, tecnologia embarcada e tempo a bordo.
Trabalho híbrido impulsiona o anywhere office no mar
O conceito de anywhere office pressupõe infraestrutura tecnológica e condições adequadas de trabalho. Embarcações com internet via satélite, redes de alta velocidade, estabilidade de navegação e ambientes preparados para longas permanências viabilizam reuniões virtuais, acesso a plataformas corporativas e tomada de decisões estratégicas mesmo longe da costa.
Segundo Carlo Alberto Sisto, CEO da Azimut Yachts no Brasil, cresce o número de clientes que utilizam o iate além do lazer. Modelos da linha Grande, como 25 Metri e 27 Metri, oferecem autonomia, conectividade e layouts adaptáveis entre trabalho e descanso, ampliando o tempo de uso da embarcação ao longo do ano, especialmente durante o verão.
Mercado global de iates e mudança de comportamento
A Azimut Yachts integra o Grupo Azimut|Benetti, com matriz na Itália e atuação em 80 países por meio de 138 centros de vendas e assistência. A marca mantém fábrica no Brasil desde 2010, produzindo embarcações de 51 a 100 pés.
De acordo com a companhia, estudos internacionais indicam crescimento médio próximo de 6% ao ano no mercado global de iates até 2030, associado à valorização da experiência a bordo, conectividade e uso mais frequente das embarcações. O iate passa a integrar a rotina executiva, ampliando sua função além do lazer.
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@azimutyachtsbr




