Viagens
Cenotes da Riviera Maya redefinem a viagem ao México com natureza e cultura ancestral
Conheça os cenotes da Riviera Maya e descubra uma experiência no México que une natureza, história maia e bem-estar.
Igor Lopes
27 de jan. de 2026
Há viagens que ficam na memória pela paisagem e outras pela forma como transformam a percepção do lugar. Na Riviera Maya, o México revela um de seus patrimônios naturais mais profundos nos cenotes, formações subterrâneas que unem selva, água cristalina e história ancestral. Longe da lógica tradicional do turismo de praia, esses santuários naturais ampliam a experiência do destino e convidam a uma conexão mais silenciosa e sensorial.

Distribuídos ao longo da costa caribenha de Quintana Roo, entre Playa del Carmen, Puerto Morelos, Cozumel e Akumal, os cenotes compõem um cenário que atrai viajantes interessados em cultura, natureza e vivências autênticas. Formados há milhões de anos, quando o oceano cobria a Península de Yucatán, surgiram a partir do colapso de sistemas de cavernas marinhas. Hoje, permitem nadar entre estalactites e estalagmites milenares, em ambientes que preservam um caráter simbólico para a civilização maia, para quem os dzonot eram fontes de vida e espaços de ligação espiritual.

A Rota dos Cenotes e suas experiências naturais
No interior da península, a partir de Puerto Morelos, a Rota dos Cenotes se estende por quase 50 quilômetros de selva e reúne mais de 60 corpos de água doce. Ao longo do percurso, cada cenote apresenta características próprias. Siete Bocas chama atenção pelos jogos de luz criados por suas aberturas naturais. Verde Lucero se destaca pelas tonalidades verde-esmeralda e pelo ambiente aberto, favorável ao nado e ao snorkel. La Noria atrai quem busca tranquilidade, enquanto Kin-Ha, mais profundo e fechado, oferece a sensação de imersão em uma catedral subterrânea.

Para perfis mais aventureiros, Zapote é conhecido por suas formações em forma de sino, muito procuradas por mergulhadores experientes, e Boca del Puma combina trilhas, rapel e tirolesas em meio à selva. Já Las Mojarras surge como opção acessível para famílias, com águas rasas e áreas amplas para permanência prolongada. A diversidade reforça a ideia de que cada cenote é uma experiência única, moldada pela idade geológica e pela interação entre luz, água e vegetação.

Quando visitar e como vivenciar os cenotes
A melhor época para visitar os cenotes da Riviera Maya vai de novembro a abril, período de clima mais seco, temperaturas amenas e maior visibilidade da água. Para uma experiência mais serena, o ideal é chegar no início da manhã ou próximo ao horário de fechamento, quando a presença de visitantes é menor e o ambiente mantém seu ritmo natural. Calçados aquáticos facilitam o acesso às áreas rochosas, enquanto práticas responsáveis, como evitar produtos não biodegradáveis e realizar a ducha prévia, ajudam a preservar esses ecossistemas.

Após a imersão na selva e nos cenotes, a viagem convida a desacelerar. Hospedagens que dialogam com a identidade local ampliam essa conexão, como o UNICO 20°87° Hotel Riviera Maya, localizado à beira-mar e a curta distância da Rota dos Cenotes, integrando conforto e proximidade com a natureza.

@unicohotelrm




