Wellness
Hubs de bem-estar no Brasil impulsionam novo autocuidado
Hubs de bem-estar crescem no Brasil com foco em autocuidado contínuo.
Dimitri Lopes

O crescimento dos hubs de bem-estar no Brasil vem redefinindo a forma como o autocuidado é incorporado à rotina. O modelo deixa de ser pontual e focado na estética para assumir uma abordagem contínua, integrativa e com impacto social. Dados do Global Wellness Institute indicam que o setor global movimentou US$ 6,3 trilhões em 2023, refletindo uma mudança no comportamento de consumo e na busca por saúde integral.
Esse movimento acompanha uma demanda por experiências que conectam corpo, mente e ambiente. Espaços como a Maitá mostram como a tendência se adapta ao contexto brasileiro ao unir práticas integrativas, inovação e senso de pertencimento.
Novo modelo de autocuidado amplia experiência e saúde integral
O autocuidado passa a ser entendido como parte estruturante da saúde. Ambientes wellness incorporam práticas que vão além da estética e incluem nutrição consciente, terapias complementares e experiências coletivas. A ambientação e a arquitetura assumem papel relevante nesse processo ao contribuir para a redução de estímulos externos e para a reconexão com o presente.

Segundo Leliano Corrêa, fundador da Maitá, a proposta desses espaços está ligada à criação de ambientes que favorecem o equilíbrio mental e emocional. “A ambientação pensada para trazer conforto contribui para o relaxamento, a despoluição visual e a conexão sem interferências externas. A rotina de ruídos, perigo e violência traz danos ao bem-estar mental, e proporcionar um ambiente com estímulos certos é um benefício direto para a autoestima e o bem viver.”

A expansão também acompanha indicadores globais. O segmento de spas registrou crescimento de 29,3% a partir de 2023, reforçando a consolidação do bem-estar como pilar da saúde contemporânea.
Hubs de wellness ganham relevância social e econômica
Os hubs de bem-estar ampliam sua atuação ao integrar equipes multidisciplinares com profissionais como fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e terapeutas integrativos. O objetivo é oferecer um cuidado contínuo e personalizado, respeitando as particularidades individuais.

Além da dimensão individual, esses espaços passam a atuar como polos de inovação social. No Brasil, o movimento incorpora características locais, como a valorização de ingredientes nativos, o fortalecimento de iniciativas lideradas por mulheres e a criação de redes colaborativas.
Para Leliano Corrêa, a mudança também reflete uma transformação cultural. “O bem-estar está sendo cada vez mais incorporado como ferramenta de saúde basilar para quem procura a longevidade.”
O executivo destaca ainda que o autocuidado exige mudanças práticas e consistentes ao longo do tempo. “Pode parecer clichê nesse universo virtual que usa o estilo wellness como estratégia econômica, mas quando temos a oportunidade de cuidar de nós mesmos, afirmamos o valor que temos para a sociedade e para as pessoas que dependem da nossa energia no dia a dia.”
A consolidação dos wellness clubs acompanha um cenário de esgotamento físico e mental impulsionado pela era digital. Nesse contexto, experiências imersivas e práticas integrativas passam a ocupar espaço central na rotina, reposicionando o bem-estar como necessidade.
“O cuidado com o bem-estar deixou de ser visto como luxo e se tornou uma necessidade para quem busca cultivar a saúde de forma multidisciplinar e sustentável ao longo do tempo”, conclui Leliano Corrêa.
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@maita



