Moda
Vans aposta em ícone de 1966 para dominar nova fase da cultura street
A Vans decidiu olhar para trás para seguir relevante
Igor Lopes

A Vans decidiu olhar para trás para seguir relevante. Em vez de tratar seus 60 anos como uma celebração institucional, a marca colocou no centro do discurso o modelo que deu origem a tudo: o Authentic.
O lançamento de novos drops no Brasil reforça essa estratégia. A ideia é simples, mas poderosa: reposicionar o tênis clássico como peça-chave da cultura urbana contemporânea, agora com acabamento premium e novas leituras estéticas.

Um tênis que virou linguagem cultural
Criado em 1966 como “Model #44”, o Authentic nasceu como um deck shoe funcional. Mas rapidamente foi adotado por skatistas da cena de Dogtown, ganhando status de uniforme da contracultura.
Ao longo das décadas, o modelo se manteve como uma espécie de “tela em branco” da marca — base para colaborações, experimentações e expansão para além do skate, chegando à música, arte e moda.
Essa conexão direta com a comunidade é o que sustenta o discurso atual da Vans: mais do que produto, o Authentic é um símbolo de expressão.

Premiumização e nostalgia estratégica
Os novos lançamentos mostram uma clara tentativa de reposicionar o modelo dentro de um território mais sofisticado. A linha UA LX Authentic 44 aposta em materiais de alta qualidade e resgata o shape original com acabamento elevado.
Outras variações, como releituras do icônico checkerboard e construções inspiradas no arquivo da marca, reforçam o apelo tanto para novos consumidores quanto para colecionadores.

O passado como ativo de futuro
Ao celebrar seis décadas com foco no produto e não apenas na marca, a Vans segue uma lógica cada vez mais comum no mercado: usar legado como plataforma de inovação.



